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RIBEIRãO PRETO ATRAI R$ 3 BI EM IMóVEIS
Ribeirão Preto (SP), 21 de Janeiro de 2008 - Mais duas grandes construtoras de São Paulo anunciam investimentos em Ribeirão Preto, cidade que vive um "boom" sem precedentes no mercado imobiliário. Agora é a vez da Trisul S.A., que, em parceria com a Sinco Engenharia, lançará empreendimentos com valor geral de vendas (VGV) de R$ 350 milhões. PUBLICIDADE
"Lançaremos empreendimentos diferenciados e com valor competitivo", diz Ricardo Stella, diretor de incorporação da Trisul, empresa que tem 80% da parceria com a Sinco. Segundo ele, serão dois empreendimentos para a classe média-alta e dois econômicos, chamados Trisul Life.
No caso dos empreendimentos econômicos da Trisul, com preços entre R$ 100 mil e R$ 150 mil por unidade, o diferencial, segundo Stella, será, além da localização, uma grande área de lazer. Um dos empreendimentos, ao lado do Ipê Golf Club, terá área total de 50 mil metros quadrados. Os 800 apartamentos a serem erguidos em duas fases, num total de 16 torres de oito andares, terão de 60 m a 75 m. O outro projeto econômico prevê a construção de outras 800 unidades numa área de 80 mil mm no bairro Lagoinha.
Perfil da demanda Para o diretor da Trisul, os empreendimentos em Ribeirão Preto deverão ser absorvidos por pessoas que buscam maior qualidade de vida e segurança; por migrantes que vêm de cidades circunvizinhas; por investidores; e por universitários, "que representam 10% da população da cidade, de 550 mil habitantes." A Trisul, segundo Stella, deverá lançar neste ano empreendimentos com VGV de R$ 1,6 bilhão, em comparação com R$ 600 milhões em 2007.
Trisul e Sinco seguem os passos de outras grandes incorporadoras do País, como Klabin Segall, Camargo Corrêa, Rossi, Cyrela, Gafisa, Abyara e Alphaville, que, junto com companhias locais, adquiriram terrenos que deverão render um valor geral de vendas (VGV) superior a R$ 3 bilhões nos próximos três a quatro anos, afirma Carlos Henrique Rossi Fortes Guimarães, subdelegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI-SP) e sócio da Fortes Guimarães, uma das maiores imobiliárias de Ribeirão Preto. "Até então, os lançamentos na cidade não passavam de R$ 300 milhões por ano", diz ele.
A própria Fortes Guimarães registrou em 2007 um crescimento de 100% na receita. "E esperamos repetir o resultado neste ano."
A pergunta que se faz diante de tantos lançamentos imobiliários é se haverá mercado para tanta moradia. "Nem mal começamos o ano e já está difícil encontrar apartamentos de um e dois dormitórios", informa Fortes Guimarães. Segundo ele, investidores e "migrantes" da região deverão absorver pelo menos 30% dos próximos lançamentos.
Se considerarmos o VGV de R$ 3 bilhões e o preço médio de R$ 120 mil por unidade, trata-se de um mercado de 25 mil apartamentos para os próximos anos. Sem contar os empreendimentos que ainda deverão ser anunciados.
(Gazeta Mercantil - Edson Álvares da Costa)
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