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CAIXA MELHORA AS CONDIçõES DE FINANCIAMENTO IMOBILIáRIO PARA AS CONSTRUTORAS

Caixa melhora as condições de financiamento imobiliário para as construtoras

RIO - A Caixa Econômica Federal está aprimorando o financiamento direto às construtoras. No lugar de uma regra geral, válida para todas as empresas, o banco está adotando um modelo 'personalizado' para concessão de crédito, com condições que podem ser adequadas ao perfil da empresa e do empreendimento.

- Não existe regra geral, mas uma operação estruturada em soluções que podem ser adotadas de acordo com a qualidade do projeto. O trabalho começa com a análise da situação econômico-financeira da empresa e a seguir, avaliamos a viabilidade do empreendimento - diz José Domingos Vargas, superintendente da Caixa no Rio.

Neste novo modelo, deixa de ser pré-requisito, por exemplo, a exigência de uma cota mínima de imóveis previamente vendidos para que a construtora tenha acesso ao financiamento. Os percentuais financiados também foram elevados e chegam a 60% do valor geral de vendas, conhecido no mercado como VGV, ou 85% do custo geral de produção.

- A gente compõe uma matriz para o projeto e analisa as variáveis que a compõe. Resolvidas todas as questões, incluindo a parte jurídica e garantia de participação dos sócios no investimento, é emitida uma carta de garantia de financiamento e os recursos são liberados à medida que as etapas da obras vão sendo concluídas. Hoje não dizemos não para nenhum negócio, desde que haja segurança de que cliente final tenha imóvel de qualidade - diz Domingos.

Quando um apartamento do empreendimento é vendido para seu comprador final, que pode inclusive tomar o financiamento na Caixa, o valor dessa venda é abatido da montante que seria emprestado à empresa, já que a necessidade de financiamento da empresa diminui.

As taxas de juros cobradas das construtoras são as mesmas aplicadas às pessoas físicas e, a exemplo destas, vem registrando movimento constante de queda. Os valores variam de acordo com o valor do imóvel e a fonte de recursos, que pode ser o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ou a caderneta de poupança. Segundo Domingos, hoje a Caixa tem linhas de crédito imobiliários com juros que variam 5,5% a 12% ao ano mais TR; o prazo de pagamento chega a 30 anos e o empréstimo pode cobrir até 100% do valor do imóvel.

Esse novo modelo de financiamento às construtoras representa uma evolução da linha de crédito associativa, que foi criada nos fins dos anos 90 para estimular produção, mas tinha regras bem mais rígidas, exigência de cota de vendas e restringia o financiamento a 30% do valor do empreendimento.

- Era um modelo adequado para época, quando o cenário era muito diferente. O mercado se aprimorou, várias empresas de modificaram, o marco regulatório do setor melhorou - compara o superintendente.

No ano passado, a Caixa emprestou R$ 1,4 bilhão e financiou 39 mil imóveis só no Estado do Rio. Para este ano, a expectativa é aplicar entre R$ 1,6 bi e R$ 2 bilhões no estado atingido a marca de 60 mil unidades financiadas.

Fonte: Nice de Paula - O Globo Online

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