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PLANO DIRETOR DEVE ACIRRAR A DISPUTA POR TERRENOS NA ORLA DE SALVADOR - BA
Plano diretor deve acirrar a disputa por terrenos na orla de Salvador - BA
Empresários do setor imobiliário comemoram sanção, Enquanto vereadores, representantes de movimentos sociais e outros opositores do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) lamentaram a sanção do projeto, empresários e dirigentes do setor imobiliário receberam a novidade com entusiasmo. Eles acreditam que, em curto prazo, Salvador será “redescoberta”, com a abertura de novos terrenos e atração de mais investimentos para a cidade.
Prevendo a disputa acirrada do mercado por espaços na orla de Salvador, o diretor da Cconstrutora Andrade Mendonça, Antônio Andrade Junior, revela que a empresa já começou a prospectar terrenos na região desde a manhã de ontem, assim que o PDDU foi sancionado. “Apostamos muito em novos projetos, vamos procurar esse novo endereço da cidade para empreender lá. Com o PDDU, Salvador mudou de patamar. Tem a orla mais feia do Brasil, só com borracharias, casas de strip-tease, supermercados e restaurantes, que será transformada num lugar utilizável. Considero o plano diretor um dos maiores eventos de Salvador nos últimos cinco séculos”, declara.
Para o empresário, o PDDU poderia ir mais além. “O gabarito da orla poderia ser mais ousado, permitindo prédios com mais de 15 andares. No Recife, por exemplo, prédios de até 15 andares estão sendo derrubados para serem substituídos por mais altos, tanto que a região valorizou”, comenta.
O presidente da Associação de Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário na Bahia (Ademi-Ba), Luiz Augusto Amoedo, destaca que o PDDU vai muito além do gabarito da orla. “O PDDU é altamente benéfico para Salvador, até mesmo para planejar o resto da cidade, que vem crescendo aos trancos e barrancos. O plano orienta em relação à infra-estrutura, comércio e serviços, e prevê uma ocupação ordenada, com qualidade e controle”, avalia.
Amoedo ressalta também que o PDDU vai abrir mais opções de terrenos e produtos para a sociedade. Ele acredita que, dentro de três meses, lançamentos devem começar a surgir na capital baiana. “Com a reorganização e redistribuição das construções, a população vai poder escolher apartamentos em outros bairros, como Pituba, Vitória e Patamares, que não tinham limite de gabarito e eram economicamente inviáveis”, diz.
O diretor do Sindicato da Indústria da Construção Civil na Bahia (Sinduscon-Ba), Marcos Galindo, reforça a opinião, dizendo que o PDDU vai estimular a ocupação de novas áreas e será um fator de geração de emprego e renda. “O plano diretor permite que o mercado imobiliário tenha campos de expansão dentro de Salvador, influenciando positivamente no desenvolvimento da cidade. Quando se estimula a realização de empreendimentos em determinadas áreas, a reboque surgem intervenções em infra-estrutura. Em breve, a cidade vai perceber os efeitos positivos das mudanças”, acredita.
Durante o evento de sanção do PDDU, na manhã de ontem, na Associação Comercial da Bahia, o prefeito João Henrique comentou que, com o PDDU, muitas construtoras que estavam priorizando o litoral norte e a região de Lauro de Freitas por conta da dificuldade de aprovação de projetos na capital baiana, vão voltar a investir na cidade. “Em alguns anos, Salvador vai se tornar competitiva internacionalmente, com cidades como Miami, Punta del Leste e Buenos Aires”, declarou.
Fonte: Adriana Patrocínio - Correio da Bahia
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